Profissionais de Sucesso

Sempre um entrevista com um grande profissional!

Comprometimento e amor à vida

Carla Caffini | Médica gastroenterologista

Durante o período colonial, a medicina no Brasil foi exercida por pajés, feiticeiros africanos, jesuítas, físicos e cirurgiões portugueses, hispânicos e holandeses. O tempo passou e excelentes profissionais surgiram na área, além de inúmeras faculdades que oferecem o curso, que é hoje o mais concorrido em todo o território nacional.

Na opinião da médica Carla Caffini, gastroenterologista (especializada em doenças do aparelho digestivo), além de um excelente desempenho no vestibular, para ser médico são necessárias algumas características básicas como sensibilidade, dedicação e disposição para estar sempre estudando e acompanhando os novos desafios.

A paciência também é um dom indispensável, segundo a ela, já que o curso de Medicina é um dos mais longos — são seis anos de faculdade e dois de residência, momento em que o futuro profissional já sabe que especialização irá seguir.

Isso tudo para entrar no mercado de trabalho ganhando um salário de, aproximadamente, R$ 1.200. Já deu para perceber que o caminho não é dos mais simples, mas também pode ser muito belo.

O que levou você a escolher a Medicina e, em especial, a área de gastroenterologia?

Esta sempre foi minha profissão de escolha, desde criança. Na verdade, sempre me interessei por assuntos ligados à área médica. A escolha por esta especialidade se deu quando tomei conhecimento dela, durante os anos do curso de Medicina.

Na maioria das vezes, quem escolhe Medicina já sabe qual especialidade vai seguir?

Geralmente, não. Muitas vezes escolhemos a especialidade quando passamos pela matéria, durante a faculdade; ou quando acompanhamos um profissional de uma determinada especialidade e nos identificamos com o trabalho; ou ainda quando fazemos um estágio em um hospital especializado.

Na sua opinião, qual deve ser o perfil de um estudante que pretende seguir essa carreira?

Primeiramente, deve-se ter vocação para seguir a Medicina, pois ela exige dedicação, interesse, paciência e, acima de tudo, amor pelo ser humano.

Quais as mudanças que ocorreram no campo da Medicina nos últimos anos que facilitaram a sua área de atuação?

Acredito que a tecnologia avançada possibilita oportunidade de novos conhecimentos a toda hora. Destaco a realização de diagnósticos precisos, através de aparelhos de última geração, e o atual estágio de desenvolvimento na farmacologia.

Qual é a sua maior realização como médica?


A minha maior realização como profissional da área de saúde é a resposta positiva de um paciente à terapêutica proposta.

E quanto às angústias, quais são as mais frequentes no dia a dia da profissão?

Com certeza é a perda de um paciente, principalmente depois de um longo período de tratamento. A gente se sente impotente, apesar do dever ter sido cumprido.

Como anda o mercado de trabalho para o médico no Brasil?


Nos grandes centros, o mercado de trabalho está saturado. Trabalhamos em vários lugares para conseguirmos uma renda melhor no final do mês.

Qual a principal dificuldade que o recém-formado enfrenta para entrar no mercado de trabalho?


A concorrência com outros profissionais, o difícil acesso a clínicas e hospitais de grandes centros e a falta de especialização médica.

Que dicas você daria para quem está ingressando na faculdade e quer seguir a sua área?


Primeiramente, dedique-se realmente aos estudos; acredite em si mesmo; seja humilde e lembre-se: ser médico é cuidar antes de tudo da vida, que é a nossa maior riqueza.