Nutrição

Gordura trans

Vilã da alimentação moderna

A gordura trans é resultado de uma reação química produzida pelo uso do hidrogênio para transformar óleos vegetais saudáveis, como os de soja, girassol, milho e canola, em um tipo de gordura sólida. 

Reações do organismo à composição

A fórmula artificial  não é metabolizada pelo organismo, que permite, assim, sua circulação praticamente ilesa em toda a corrente sanguínea, entupindo veias e artérias com muita mais rapidez do que as outras gorduras.

Tal como as demais gorduras, a trans aumenta o colesterol ruim (LDL), porém, diferentemente das outras, a gordura trans interfere na diminuição do bom colesterol (HDL), que circula pelo corpo varrendo os restos de gordura.

A trans aumenta também a dose de triglicérides, uma outra fração de gordura que circula no sangue e está associada ao desenvolvimento da diabete.

A gordura trans, segundo as pesquisas, aumenta a quantidade de substâncias com efeito inflamatório em vasos e artérias, facilitando o desenvolvimento da arterosclerose. Essa doença inflamatória crônica evolui para o surgimento de placas de gordura e cálcio no interior das artérias, contribuindo para o endurecimento dos vasos sanguíneos.

Portanto, a habitualidade no seu consumo aumenta significativamente o risco de colesterol alto, hipertensão, diabetes, obesidade e arterosclerose.

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo total diário de trans não pode ultrapassar dois gramas, sem que se torne perigoso. O consumidor precisa ficar atento aos rótulos dos produtos que compra e lembrar que a quantidade informada se refere a apenas uma porção do produto.

Embora muitas embalagens destaquem que o produto é “livre de gordura trans”, o consumidor deve sempre verificar se na lista de ingredientes a substância não está camuflada como “gordura vegetal hidrogenada”.

Onde as gorduras trans se escondem?

Há pequenas quantidades no leite e nas carnes vermelhas, mas é nos alimentos industrializados que mora o perigo.

Os fast-food são os campeões em gorduras trans. Um pacote médio de batata frita contém 8g, 4 biscoitos cream cracker têm 2,7g e três biscoitos recheados, 2,1g.

Os salgadinhos de pacote, que as crianças tanto gostam, têm 2g por pacote médio de 30g. Uma barra de 20g de chocolate contém 1,5g de trans e uma bola de sorvete, 1,6g.

Como evitar?

Todos esses produtos têm alternativas com taxas de gordura trans mais baixas ou  sem gordura trans. Por exemplo, os picolés de frutas não têm trans, os biscoitos sem recheios têm menos trans e há marcas sem essa gordura. Em vez da pipoca de microondas que tem 2,5g em uma xícara de chá, adote o preparo na panela com óleo vegetal ou margarina sem trans. 

Enquanto não temos leis proibindo o uso e abuso da gordura trans nos produtos, você é o próprio censor. A sua saúde e a da sua família agradecem...