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As mulheres nos países árabes

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As mulheres tiveram importante participação na queda de vários governos ditatoriais durante a Primavera Árabe, mas ainda estão longe de ter um espaço digno na sociedade da região. Recente estudo da Fundação Thomson Reuters mostra que são constantes as violações aos direitos femininos nos países árabes, principalmente no Egito, onde mais de 90% da população feminina sofre com assédio sexual ou ainda é vítima de mutilação genital.

Tão incrível quanto essas atrocidades é o fato de que o Egito conseguiu ficar à frente da Arábia Saudita no ranking de países com as piores condições de vida para as mulheres. Considerado um dos países árabes mais opressores, a Arábia Saudita exige o consentimento de um guardião masculino para qualquer ação de uma mulher e ainda proíbe que elas dirijam pelas ruas do país.

Egito, Iraque e Arábia Saudita são os três piores colocados no ranking da Thomson Reuters que avaliou questões como violência contra as mulheres, sua participação na sociedade, na política e na economia nacional, presença na família e direito reprodutivo. Diante de tanto desrespeito ao ser humano, o destaque entre os países árabes é a pequena ilha de Comores, no Oceano Índico, onde 20% dos ministérios são dirigidos por mulheres e 50% dos prisioneiros do país foram detidos por agressão sexual.

Respeito às diferentes culturas e ao ser humano

Muitos defendem a submissão feminina entre os árabes como uma questão cultural, de costumes e tradição, como no uso do véu e na não exposição da figura feminina. De fato, não são raras as mulheres, espalhadas pelo mundo, que optam por usar o véu seja para mostrar a sua fé religiosa, se diferenciar das ocidentais ou se conectar à tradição cultural dos seus ancestrais.


Se essa é a vontade feminina, deve ser respeitada e defendida por todos. O que não é aceitável é o desrespeito ao ser humano e à vida humana sob pretextos religiosos, culturais ou qualquer outro motivo. O homem que atenta contra a integridade física ou sexual de uma mulher se transforma no pior dos animais.

Felizmente, porém, existe luz nas regiões mais obscuras do planeta. Em 2011, a iemenita Tawakkul Karman recebeu o Prêmio Nobel da Paz junto com duas liberianas por sua defesa pelo direito das mulheres. Nesse mesmo ano, a egípcia Asmaa Mahfouz e a síria Razan Zeitouneh receberam o tradicional prêmio Sakharov, dado pelo Parlamento Europeu àqueles que promovem a liberdade de pensamento. Certamente, outras Tawakkul, Asmaa e Razan existem por todo o mundo. Cabe a todos apoiá-las para que, um dia, rankings como o da Reuters não sejam mais necessários.

 

 

 

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