Corais da Amazônia
No ano de 2016, pesquisadores brasileiros encontraram abaixo de uma pluma de sedimentos um enorme conjunto de recifes de corais na foz do rio Amazonas. Rico em biodiversidade, os recifes se estendem por cerca de 700 quilômetros do Maranhão à Guiana Francesa, numa profundidade entre 60 a 150 metros e foram classificados como o mais novo bioma do Brasil.

As primeiras imagens, divulgadas essa semana, apontam um resultado impressionante. A área 20% maior que a região metropolitana de São Paulo, apresenta recife de corais, esponjas e rodolitos, uma espécie de banco construído por algas calcárias.
Com o apoio de um submarino, o Greenpeace - organização não governamental (ONG) – explorou a área para observar o recife e fazer um alerta sobre os perigos que representam a exploração de petróleo na região.
Bioma único
Segundo representantes da ONG - que levantaram a campanha Defenda os Corais da Amazônia - esses corais são considerados os únicos no mundo porque sua localização não apresenta condições favoráveis para a existência desse tipo de recife.
Estudos apontam que o bioma é bem recente na geologia, pois teria se formado entre 12 mil e 14 mil anos. Nele podem ser encontrados novos tipos de espécies, como esponjas gigantes por exemplo.
Perigo
Mesmo sendo novo, o ecossistema já corre perigo. Este ano, a prática da atividade petrolífera começará a ser realizada na região e, com isso, o risco de um derramamento de petróleo é constante.
No caso de um vazamento, não só os corais seriam afetados, mas toda a população que vive do que é retirado da costa. Entre eles, indígenas, quilombolas, extrativistas, pescadores, etc.
Rica biodiversidade
Os recifes de corais são estruturas rochosas compostas por uma série de organismos marinhos que possuem esqueleto calcário. As esponjas, algas, lagostas, camarões, moluscos e os peixes são alguns dos exemplos da rica biodiversidade.
A maioria das pessoas não sabe a importância destas espécies encontradas na natureza. Grosso modo, eles reapresentam uma verdadeira usina de reciclagem e produção de alimento, já que a maior parte dessas rochas também é feita de partes de corais mortos.
As espécies que se alimentam dos corais vão certamente alimentar outros seres maiores, dando continuidade à cadeia alimentar. Além de servirem de abrigo para infinitas formas de vida, eles também funcionam como um grande filtro da água do mar, porque, quando se alimentam, retiram dela os nutrientes necessários para a própria conservação e preservação de outras espécies.
Linda paisagem
De composição calcária bastante sólida, os recifes abrigam fartos cardumes e, por isso, atraem muitos pescadores e turistas para mergulhos. Em períodos de maré baixa eles se tornam interessantes locais de visitação onde é possível observar o colorido dos peixes e todas as espécies do ambiente.
A farmacologia, que é a ciência que estuda a ação de medicamentos e diversos produtos químicos sobre pessoas e animais, também se beneficia das qualidades dos recifes, uma vez que o pó de ostras, os extratos de algas e as substâncias antivirais fazem parte da composição de muitos medicamentos.