Nutrição

Dietas Restritivas

O que são? Representam um perigo para sua saúde?

Chamamos de dietas muito restritivas àquelas dietas que eliminam um ou mais alimentos, ou até mesmo um grupo inteiro de macronutrientes (carboidrato, proteína ou lipídio).

Exemplificando: pessoas que não comem mais carboidratos (pães, massas, batatas, etc.), cortam o glúten ou os laticínios, sem ter alergia ou intolerância a eles ou ainda aquelas dietas “da moda”. Quem lembra da dieta da sopa? A dieta da lua? E por aí vai.
 
Dietas muito restritivas causam deficiências nutricionais e desequilíbrios entre nossos neurotransmissores criando um ciclo vicioso. No início você vai emagrecer, mas o cérebro entende que está em uma situação de ameaça e, com isso, ele cria adaptações. Uma dessas adaptações é aumentar o apetite e outra é diminuir o metabolismo, acarretando o aumento de peso na sequência. Além disso o que se perde nesse tipo de dieta é músculo, água e pouca gordura (que é o objetivo), fazendo com que o indivíduo se torne menos saudável do que quando iniciou a dieta.
 
A restrição excessiva a longo prazo reduz serotonina e dopamina, hormônios que nos dão a sensação de bem-estar, levando ao aumento da ansiedade e redução do prazer. Como o organismo foi privado de determinados alimentos ou de um grupo alimentar, é justamente desses alimentos de que foi privado que o cérebro vai sinalizar que precisa. Quando o indivíduo ingere esses alimentos que há pouco foram proibidos, em um primeiro momento ele tem a sensação de alívio do estresse e aumento da satisfação, mas quando esse comportamento é adotado repetidamente leva à culpa e comportamentos compensatórios como o uso de laxativos, diuréticos e mais dietas restritivas criando um “ciclo” do qual, na maioria das vezes, é difícil o indivíduo sair sem a ajuda de profissionais.
 
Quanto maior o foco for na restrição, mais gera-se o ciclo da compulsão, culpa, ansiedade, estresse, entre outros, levando novamente ao ganho de peso. Quando o indivíduo faz muitas dietas restritivas, sofrendo fome, o mecanismo de recompensa fica muito aumentado e a relação com a comida passa para o campo emocional, se desligando do mecanismo fome e saciedade, não sabendo mais identificar se o que está sentindo é fome ou ansiedade, por exemplo.

Dietas equilibradas, focadas na reeducação alimentar, incluindo todos os macronutrientes, fitoquímicos, vitaminas e minerais, em que  o indivíduo tenha uma boa relação com os alimentos, além do estabelecimento de uma microbiota saudável continua sendo a proposta mais adequada para o emagrecimento saudável.