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Vulcões

03/02/2012
Composição do magma sugere que erupções em vulcões adormecidos acontecem a cada cem anos.

Investigações realizadas nos processos que ocorrem no magna indicam que as erupções de supervulcões adormecidos há centenas de anos poderiam ser previstas. O estudo foi publicado  na revista britânica "Nature" e, segundo descrição, as mudanças na composição do magma e o tempo em que eles ocorrem são os principais alvos de informações sobre o que se sucede antes de uma erupção.

Liderada pelo geólogo Timothy Druittm e por Jon Blundy, da universidade de Bristol,  a equipe da universidade francesa Blaise Pascal analisou cristais incrustados em rochas vulcânicas da ilha grega de Santorini. As amostras revelaram também que os supervulcões são capazes de expulsar milhares de quilômetros cúbicos de magma em poucos dias. Além disso, sua forma não é associada a uma montanha, como os vulcões normais, e se encontram em locais planos. O material analisado compõe a larva derramada numa erupção datada de 1600 a.C., responsável pela configuração do arquipélago.

Tempo estimado é de cem anos


De acordo com geólogos, o prazo entre erupções de supervulcões adormecidos costuma ser de milhares de anos, sendo muito difícil calcular esse período.

Mas, segundo eles, pelo material estudado já é possível ter pelo menos uma previsão. Os pesquisadores observaram que a reserva de magma dentro do vulcão nos cem anos anteriores a uma erupção aumentou e que também ocorreram mudanças em sua composição. Logo, consideram que as remodelações no magma ocorrem aproximadamente cem anos antes de ocorrer uma erupção.

Vulcões

Vulcão é uma formação geológica que consiste em uma fissura na crosta terrestre por onde é expelido magma proveniente da camada que denominamos manto. Algumas vezes, o magma se acumula sobre a fissura, formando um tipo de cone, que esconde uma cratera. O cone se forma pela deposição de matéria fundida e sólida, que flui ou é expelida através da chaminé a partir do interior da Terra. O estudo dos vulcões e dos fenômenos a eles relacionados se chama vulcanologia.

A energia dos vulcões ativos deriva dos processos ligados aos movimentos das placas da crosta. Eles tendem a se situar nas fronteiras das placas mais importantes. Alguns se encontram em estado de erupção permanente, ao menos no presente geológico, como os da cadeia Cinturão de Fogo, que rodeia o Oceano Pacífico. Muitos outros vulcões, como o Vesúvio, permanecem em estado de atividade moderada durante períodos consideravelmente longos e, depois, ficam em repouso ou adormecidos durante meses, anos ou até décadas.

Curiosidade

A palavra vulcão se originou do latim, Vulcanus, chamado de Hefestos pelos gregos. Este era o deus responsável por fabricar os raios utilizados por Zeus (ou Júpiter) para punir e/ou demonstrar seu desagrado (ira, na verdade). Esse deus tinha sua oficina dentro de uma montanha que expelia fogo (ou seja, um vulcão). Os vulcões fornecem valiosas informações sobre o que acontece no Manto (camada da Terra abaixo da Litosfera). No início da Terra foram os vulcões com suas grandes erupções que formaram a atmosfera terrestre (liberando gases que a comporiam) e água (liberada das erupções na forma de vapor d’água). Vulcões e terremotos possuem uma origem em comum: a movimentação das placas tectônicas.

Vulcões no Brasil?

Como o país está no centro da placa sul-americana, não sofremos mais com as atividades vulcânicas, e os terremotos são fatos pequenos e isolados.

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